IA nas empresas brasileiras avança, mas crédito caro trava o ritmo
Estudo do Reglab mostra que o Brasil adota inteligência artificial no mesmo ritmo dos Estados Unidos de dois anos atrás.

O que mudou
Um levantamento inédito do Reglab estima que a inteligência artificial pode gerar impacto de R$ 986,7 bilhões no PIB brasileiro até 2030. O número dá uma ideia do tamanho da mudança em curso, mas o próprio estudo aponta que o avanço não é uniforme nem garantido.
Segundo Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, o país adota IA num ritmo parecido com o que os Estados Unidos tinham há dois anos. Ou seja, o Brasil não está começando do zero, mas também não está na ponta da fila.
O que isso significa para empresas
Dois obstáculos aparecem como freio direto para empresas pequenas e médias: crédito caro e falta de mão de obra qualificada. Isso significa, na prática, que financiar a adoção de ferramentas de IA custa mais aqui do que em economias com juros menores, e que encontrar gente capaz de implementar e operar essas soluções não é trivial.
Para quem toca um negócio de porte pequeno ou médio, o recado é direto: o potencial de ganho existe, mas o caminho até ele passa por dinheiro e capacitação, não só por escolher a ferramenta certa. Vale calcular o custo real do crédito antes de investir em automação com IA, e considerar treinar a equipe interna em vez de depender só de contratação externa.
O estudo não detalha setores específicos nem prazos exatos para esses ganhos se materializarem, então cautela é recomendada antes de projetar retorno garantido. O dado central serve mais como sinal de tendência do que como promessa de resultado imediato para qualquer empresa em particular.
Do conteúdo para a operação.
Veja como a IAX aplica esse tema em processos reais.
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